13 ABRIL 2017

JOSÉ MARIA DA FONSECA LANÇA ALAMBRE ICE

A partir de uma prova que a equipa de Enologia fez de um Espumante de Ice Wine canadiano, produzido a partir de uvas geladas, nasceu a ideia de fazer algo com perfil semelhante, embora da região da Península de Setúbal, que tem naturalmente condições climatéricas bastante diferentes nascendo assim o Alambre Ice que chega agora aos consumidores.

Este vinho é o resultado de uma segunda fermentação de um vinho base de Moscatel Roxo 2005 que foi previamente desalcoolizado. Não havendo uma classificação oficial para este tipo de vinho, Domingos Soares Franco, enólogo senior da José Maria da Fonseca, descreve-o como um “espumante licoroso” que poderá ser consumido como aperitivo ou como vinho de sobremesa.

Devido à grande viscosidade do vinho, a libertação de bolhas não é visível. No entanto, são perceptíveis no paladar, dando o crocante, tão normal em vinhos espumantes. A viscosidade é de tal forma elevada que não é necessária uma rolha de espumante e que com um saca-rolhas normal é retirada com facilidade. Na prova realça-se a cor âmbar, aroma a essências florais, alperce, avelãs, mel, casca de laranja cristalizada e caramelo. Paladar muito frutado, crocante, um equilíbrio excepcional, uma relação de açúcar/ácido fora do normal, macio, complexo e com alguma untuosidade. Final de prova muito longo.
Deve ser servido como aperitivo a uma temperatura de 8ºC.

Informação Técnica Alambre Ice

Garrafa Alambre ICE Classificação: Vinho de mesa
Tipo: Espumante licoroso
Região: Setúbal
Castas: Moscatel Roxo de Setúbal
Tipo de Solo: Argilo-Calcário e arenoso
Produção de Vinho: 578 litros

Notas de Prova:
Cor: Âmbar
Aroma: Essências florais, alperce, avelãs, mel, casca de laranja cristalizada e caramelo.
Paladar: Muito frutado, crocante, um equilíbrio excecional, uma relação de açúcar/ácido fora do normal, macio, complexo e com alguma untuosidade.
Final de Prova: Muito longo

Vinificação: Com base num vinho generoso Moscatel Roxo de Setúbal 2005 com 18% volume de álcool e com um açúcar residual de 244 g/l deu-se início a um trabalho árduo de enologia. Desalcoolizou-se o vinho para 5% vol. De seguida procedeu-se a uma segunda fermentação em cuba fechada. Daqui resultou um vinho com 8,5% de álcool, 185 g/l açúcar residual, uma acidez de 4 g/l e um teor de CO2 de 3 atmosferas. Devido à grande viscosidade do vinho, a libertação de bolhas não é visível. No entanto, são percetíveis no paladar, dando o crocante, tão normal em vinhos espumantes. A viscosidade é de tal forma elevada que não é necessária uma rolha de espumante e que com um saca-rolhas normal é retirada com facilidade.

Envelhecimento: O vinho base (Moscatel Roxo 2005) teve envelhecimento normal de um generoso em madeira usada. Após a segunda fermentação e engarrafamento não sofreu envelhecimento algum. Modo de servir: Deve ser servido como aperitivo a uma temperatura de 6ºC


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