27 ABRIL 2018

JOSÉ MARIA DA FONSECA: QUATRO CASCOS DE MOSCATEL DE SETÚBAL TORNA VIAGEM VOLTAM A FAZER HISTÓRIA

O MOSCATEL DE SETÚBAL TORNA VIAGEM É MARCA REGISTADA E PATRIMÓNIO HISTÓRICO EXCLUSIVO DA JOSÉ MARIA DA FONSECA

Garrafa Trilogia Zarpou ontem, dia 27 de Abril, da Base Naval do Alfeite, o Navio Escola Sagres para uma viagem de 4 meses e meio, na qual irá cruzar o oceano Atlântico rumo aos E.U.A. A bordo seguem quatro cascos de 640 litros de Moscatel de Setúbal José Maria da Fonseca, da colheita 2017, nesta que será a sétima experiência de Torna Viagem da era moderna. No regresso, marcado para setembro, espera-se, mais uma vez, comprovar a qualidade superior do vinho que viajou comparativamente aos cascos que permaneceram nas Adegas da José Maria da Fonseca, apelidados de ‘testemunhas’.

Esta viagem tem o intuito de avaliar, uma vez mais, qual a influência da viagem marítima no vinho. Para isso a José Maria da Fonseca guarda nas suas adegas vinho da mesma colheita. No regresso, será feita uma prova comparativa entre o vinho que não viajou e o que ficou nas Adegas como testemunha. Para Domingos Soares Franco, vice-presidente e enólogo da JMF, ‘cada viagem é única e irrepetível, as alterações bruscas de temperatura, o balanço do mar e a salinidade atribuem características ímpares ao vinho, mas invariavelmente ele regressa mais complexo, redondo e aveludado acentuando o carácter único e maravilhoso do nosso Moscatel de Setúbal Torna Viagem’.

As experiências Torna Viagem permanecem depois por longos anos nas caves da José Maria da Fonseca até chegarem ao mercado. Do século XIX podemos encontrar hoje em algumas garrafeiras da especialidade o Moscatel de Setúbal Torna Viagem 1832. A exclusividade e raridade destes generosos coloca-os num patamar aspiracional, uma obra prima da natureza e do homem.

TORNA VIAGEM: UMA EXPERIÊNCIA CENTENÁRIA DA JOSÉ MARIA DA FONSECA A história do Moscatel Torna Viagem remonta ao século XIX e é património histórico exclusivo da José Maria da Fonseca. Na época em que navios cruzavam os mares do Mundo fazendo todo o tipo de comércio, era comum levarem à consignação cascos de Moscatel de Setúbal. Os comandantes, que recebiam uma comissão pelo que vendiam, nem sempre os conseguiam comercializar na totalidade. Na volta a Portugal, depois do périplo, em que se submetiam a diversos climas e significativas variações de temperatura, os cascos eram devolvidos à Casa Mãe. Ao serem abertos, o resultado era quase sempre uma grata surpresa: geralmente o vinho estava bastante melhor do que antes de embarcar. A passagem pelos trópicos, a caminho do Brasil, África ou Índia, quando atravessava por uma ou mais vezes a linha do Equador, melhorava a qualidade do Moscatel de Setúbal e conferia-lhe grande complexidade. Em 2000 a José Maria da Fonseca retoma com regularidade as viagens com cascos de Moscatel de Setúbal. Em parceria com a Marinha Portuguesa, em específico com o Navio Escola Sagres, a José Maria da Fonseca inicia a ‘Época Moderna dos Torna Viagem’ tendo já realizado sete edições – 2018, 2017, 2016, 2015, 2010, 2007 e 2000.

VIAGEM DO NAVIO ESCOLA SAGRES: A presença do navio-escola da Marinha Portuguesa junto da comunidade portuguesa espalhada pelo mundo em especial nas várias cidades dos Estados Unidos da América e do Canadá será um dos pontos mais marcantes desta viagem. Recorde-se que o NRP Sagres participará nas Comemorações do Dia de Portugal em Boston. De seguida irá embarcar os cadetes da Escola Naval do 1º e 2º ano naquela que é a sua viagem de instrução. O navio irá participar também no evento “Velas Latino-América 2018” na companhia de outros de Grandes Veleiros. O NRP Sagres é um grande veleiro com 90 metros de comprimento, três mastros e armação em barca, construído nos estaleiros navais Blohm & Voss, na Alemanha, em 1937. Celebrou 80 anos em 2017, 55 dos quais com a bandeira de Portugal. A par da instrução dos cadetes da Escola Naval, o NRP Sagres leva um pouco de Portugal aos portugueses da diáspora, contribuindo para o estreitar dos laços entre as comunidades e as suas origens. Além dos milhares de visitantes que recebe a bordo, nos portos de escala, o NRP Sagres cumpre um vasto programa de divulgação e de representação, albergando igualmente diversos eventos promovidos pelos parceiros da Marinha que se associam às viagens do símbolo de Portugal. O navio-escola Sagres é comandado pelo Capitão-de-fragata António Manuel Maurício Camilo, que conta para esta missão com uma guarnição de 123 militares.


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